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Grafologia |
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A grafologia é, em um sentido amplo, o estudo da escrita. Seu significado vem do grego "Graphos", que significa escrita e "Logos", que significa estudo ou tratado.
Sua acepção mais comum é uma metodologia utilizada para inferir atributos psicológicos, sociais, ocupacionais e médicos de uma pessoa a partir da configuração de suas letras, linhas e parágrafos.
Segundo os grafólogos, estas informações são tiradas somente da escrita e não do texto em si. A grafologia afirma ser possível determinar se alguém é um líder, um empreendedor ou um estorvo, apenas analisando a sua letra.
Por meio da análise da letra é possível conhecer:
Aspectos no nível pessoal:
Timidez Orgulho Confiabilidade Medo Traumas Complexos
Aspectos no nível profissional:
Poder de liderança Disciplina Organização Iniciativa Comunicação
Aspectos no nível de saúde:
Ansiedade Depressão Problemas de ordem neurológica Problemas orgânicos
A premissa básica da grafologia é que como o cérebro é a fonte da escrita e somente os seres humanos possuem esta capacidade, a personalidade e as emoções atuam sobre o gesto gráfico.
A grafologia tem acompanhado a civilização desde a própria invenção da escrita. Os romanos, gregos, chineses, cristãos e judeus procuravam traços da personalidade das pessoas em sua caligrafia. No entanto, foi somente no século XIX, na França, que o termo grafologia foi criado pelo abade Jean-Hippolyte Michon, apesar do primeiro trabalho sobre algo parecido com o que hoje chamamos de grafologia ter sido publicado pelo médico italiano Camillo Baldi, ainda no século XVII.
São os escritos de Michon que formam a base da grafologia "analítica" ou "atomista" atual, onde os traços da personalidade são inferidos a partir de características da letra em si, como a posição e tipo dos pingos nos i's, em oposição à grafologia "holística", criada por um discípulo dele, Crepieux-Jamin, na qual o analista utiliza uma impressão geral que o escrito como um todo lhe inspira para inferir os traços da personalidade.
Essa não é apenas a única divergência entre especialistas em grafologia. Dependendo do autor consultado, uma mesma característica, tal como a inclinação da escrita, pode representar nuances de personalidade totalmente diferentes.
Uma das alegações da grafologia é cientificamente comprovada: algumas doenças podem ser identificadas através da escrita. O mal de Parkinson, quando em seu estágio menos desenvolvido, pode levar a uma mudança na escrita da pessoa, que se torna pequena, comprimida e lenta. A análise da escrita pode fornecer elementos que quando somados a um diagnóstico clínico podem auxiliar o diagnóstico de certas doenças neurológicas.
Para realizar estes diagnósticos é preciso mais do que a simples capacidade de observação humana. Os cientistas utilizam tablets (pranchetas de captura digital), que permitem não só registrar a escrita formalmente, mas também registrar em valores absolutos parâmetros como velocidade, pressão, aceleração e ritmo. Assim, é possível verificar como um determinado medicamento afeta o cérebro do paciente ou mesmo o progresso da terapia pela melhora na letra ou desenhos, já que não é somente a escrita que á analisada, mas também a habilidade para desenhar.
Esta nova disciplina chamada Grafonômica (do original em inglês, Graphonomics) surgiu no início dos anos 80 e visa verificar quais são os processos neuromotores por trás da escrita e desenhos humanos.
Veja alguns exemplos de como sinais da sua letra são analisados pela grafologia:
Forma:
As letras podem ser mais angulosas, quadradas ou arredondadas. No primeiro caso, indicam autodisciplina, senso de dever apurado, grande exigência consigo mesmo, mas podem mostrar também inflexibilidade. No segundo caso, trata-se de uma pessoa mais flexível.
Pressão sobre o papel:
Quem aperta muito a caneta ou lápis sobre o papel demonstra que tem bastante agressividade, o que pode significar também uma ótima resistência para o trabalho. Suporta longas jornadas e se refaz rapidamente. Já as pessoas que fazem uma leve pressão sobre a folha mostram-se mais sensíveis e, às vezes, até mais místicas.
Tamanho das letras:
Letras pequenas podem ser sinal de maior capacidade de concentração, visão para detalhes e até uma certa timidez. Letras maiores indicam pessoas mais sociáveis e extrovertidas. Se forem excessivamente grandes, mostram que se preocupam demais consigo mesmas.
Inclinação das letras:
Letras verticais indicam que a pessoa utiliza a razão acima da emoção. Se elas forem inclinadas para a direita, mostram que há equilíbrio entre razão e emoção. Agora, se forem muito inclinadas para a direita, pode ser sinal de domínio extremo da emoção. Quando inclinadas para a esquerda, simbolizam uma certa ligação com o passado, uma pessoa mais reservada, fechada. Dependendo do conjunto do teste, esse pode ser ainda um indício de conflitos internos não resolvidos.
Disposição das linhas:
Quem escreve de forma reta na folha mostra que é uma pessoa que vai direto ao alvo das questões. As linhas que tendem a cair da folha indicam cansaço. Mas, se forem muito caídas, podem ser sinal de angústia ou pessimismo. Ao contrário, quem costuma fazer linhas ascendentes demonstra um estado de ânimo mais positivo e otimismo.
Fonte: Profissionais da Mundo Mystiko. |
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